Escolas sem horários, educação interativa e uma aprendizagem que é feita com base nos interesses de cada aluno. São estas as previsões feitas por educadores e pedagogos quando o assunto são escolas do futuro. Dentro de apenas algumas décadas, é provável que os modelos de educação sejam substituídos e os livros acabem mesmo por dar lugar aos tablets e gadgets tecnológicos.

Um dos principais argumentos a favor desta substituição é o de que, para as crianças, começa a ser mais natural pegar num dispositivo móvel do que usar uma caneta e escrever num caderno. Embora estes possam continuar a ser usados, há quem diga que devem ser complementares, da mesma forma que no tempo dos pais os computadores e tablets eram um auxiliar para o ensino.

No fundo, trata-se de uma questão de contexto: se os mais novos estão tão familiarizados com as tecnologias, porque não incluí-las no dia a dia da educação? Pegando num exemplo fora do nosso tempo, pensemos como seria se as pessoas que aprenderam a usar livros e cadernos fossem “obrigadas” a substituí-los pelas lousas e penas usadas no tempo dos seus avós? Não seria este um entrave à aprendizagem.

Criar um ambiente interativo onde a tecnologia está presente pode também servir de incentivo: a curiosidade mostrada por um livro não é a mesma que a demonstrada por um tablet. Mas a verdade é que a escola do futuro não passa apenas pela substituição dos livros pelas tecnologias: em vez disso, aquilo que se propõem é uma verdadeira inversão da pedagogia.

Nas escola do futuro, o poder de decisão pertence às crianças

Ao contrário do que acontece na maioria das escolas, aquilo que algumas escolas do futuro propõem é dar liberdade à criança para que esta defina o seu próprio caminho. Quem decide aquilo que querem aprender são elas próprias, e embora se mantenha um tronco comum de competências básicas que todos devemos ter, há uma maior liberdade para explorar áreas de conhecimento diferentes.

A forma de exploração também é diferente: aquilo que se propõe é que a aprendizagem não tenha de ser algo exclusivo da sala de aula. Se o professor lecciona, por exemplo, Ciências da Natureza, porque não sair para o ar-livre e aprender diretamente como funciona a fotossíntese, o que é um habitat ou o que é exatamente a simbiose?

A questão do professor é outro tópico interessante. De acordo com estes novos paradigmas educativos, o professor continua a ser uma peça fundamental para o desenvolvimento do aluno. A grande mudança é que também ele poderá usar materiais interativos que facilitem o seu trabalho, deixando assim uma maior margem para que desempenhe o papel do mentor.

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